.:PERFIL:.

Nomes: Mariana Maris e Mariana Lins

Idade: 20 anos

Cidade: Recife

Ocupação: Estudantes de Jornalismo e de Letras (Mariana Maris)

Intenções quanto ao blog: Este blog reúne as opiniões, os insights e as divagações de duas Marianas que dividem não só o nome (e o sobrenome), como também a futura profissão e algumas idéias. Visitantes interessados e comentários são extremamente bem-vindos.

.:ARQUIVOS:.

.:FAVORITOS:.

* Ana Maria Bahiana *
* Atrás dos Olhos *
* Blondie Brazil *
* Estações *
* Lepes *
* Não Tem Sentido *
* O autista *
* Pensador Profundo *
* Querido Leitor *
* Questão de Opinião *
* Reflexões *
* Verdealismo *
* Leitor Crítico *

.:LINKS:.

* Folha Online *
* IMDB *
* Diário de PE *
* Canal da Imprensa *
* Overmundo *
* Newseum *
* Portal Imprensa *

.:CRÉDITOS:.

Os créditos estão voltados a nossa maior colaboradora: FLORA, a total responsável por dar à luz o layout í­mpar do nosso blog. ;)

.:CONTADOR:.



www.g1.com.br



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[Quarta-feira, Dezembro 09, 2009]


O BATUQUE DE NANÁ VASCONCELOS

“As coisas na minha vida acontecem assim, de repente... Eu nunca procurei nada”, diz entre risos e incredulidade um certo Juvenal, eleito oito vezes o melhor percussionista do planeta, segundo a conceituada revista Down Beat.

Acasos da vida

Juvenal de Holanda Vasconcelos deixou o Recife para ganhar o mundo como Naná Vasconcelos. Apesar de ter um talento imensurável e ser um dos artistas mais sensíveis de sua geração, Naná atribui grande parte do sucesso conquistado até hoje às ‘casualidades’ da vida. “Sempre fui a pessoa que estava no lugar certo na hora certa”, diz. Foi assim que, na década de 1960, conheceu Milton Nascimento, parceiro de muitos anos.

Entre gargalhadas, o artista relembra que estava de passagem pelo Rio de Janeiro, quando foi convidado para uma festa na casa de Milton, cujo primeiro álbum seria gravado em poucos dias. A pedidos, o cantor mineiro mostrou aos convidados algumas das músicas que estariam no novo disco, o que provocou uma reação inesperada de Naná, até então desconhecido de Milton. “Quando ele começou a tocar, eu disse ‘com licença, vou ali na cozinha’ e peguei um monte de panela e caçarola, coloquei no chão e comecei a acompanhá-lo”, recorda. “Milton gostou, disse que queria trabalhar comigo no disco e no dia seguinte fui morar na casa dele, sem pedir nem nada”, completa.

No compasso do mundo

A carreira de Naná tem sido repleta de encontros fortuitos – e por vezes cômicos – dos quais nascem parcerias geniais e desafios cada vez maiores para o artista pernambucano. Da parceria com Milton Nascimento, por exemplo, surgiu a oportunidade de excursionar com o grupo do saxofonista argentino Gato Barbieri, em 1970. “No meio da turnê, Gato perguntou se eu poderia participar da gravação de um disco dele em Nova York. Não tive dúvidas e fui”, diz. O trabalho desenvolvido com Barbieri levou-o a tocar no prestigioso Festival de Montreux, na Suíça. Após gravar com Gato, Naná fixou residência em Paris, onde gravou o primeiro disco “Africadeus”, em 1971. Depois de cinco anos, embarcou para Nova York e permaneceu lá por quase três décadas, em meio aos artistas que despontavam no cenário underground da época.

A experiência de viver na Big Apple foi decerto inesquecível para o percussionista, que dividiu apartamento com o aclamado cineasta baiano Glauber Rocha e esteve com nomes de peso do cinema. “Conheci Godard, Bertolucci, Marlon Brando”, conta. Data deste período o trabalho que desempenhou na trilha sonora dos filmes “Procura-se Susan Desesperadamente” (1985), estrelado pela cantora Madonna, e “Down by Law” (1986), com o astro Roberto Benigni. A partir de então, Naná passou a ser requisitado para criar e produzir inúmeras trilhas para cinema e teatro, imprimindo a minúcia de sua sensibilidade em cada nota musical que se dispõe a arranjar.

O berimbau

Naná Vasconcelos foi pioneiro ao utilizar o berimbau na percussão, dissociado da capoeira. “Eu tinha medo de tocar berimbau no Brasil, de as pessoas acharem que eu estava quebrando a tradição, essa coisa de ele estar sempre ligado à capoeira”, revela. O músico utilizou o instrumento pela primeira vez fora do país e se tornou o primeiro solista do mundo. “Quando entrei em turnê com Gato Barbieri, ele tirava pelo menos dois minutos, no meio do show, para que eu fizesse solo de berimbau. O público enlouquecia”, recorda.

A justificativa para tanta empatia com o instrumento, segundo Naná, foi a sensação de que o berimbau poderia oferecer mais possibilidades do que se tinha conhecimento até então. “Minha intuição dizia que não parava por ali e, por isso, fui estudar sozinho, em casa mesmo”, confessa. Autodidata, o percussionista especializou-se no berimbau e aprendeu a tocar inúmeros outros instrumentos sem a ajuda de nenhum professor. “Não sei quantos [instrumentos] toco e nem quero saber. Acho uma besteira contar, porque, de repente, posso chegar sem nenhum e fazer um trabalho com o corpo”, dispara. “Tem coisas que faço com os instrumentos que não existem ou faço de uma maneira que não é necessariamente como as pessoas conhecem”, completa.

Parceiros

Assim como Naná perdeu as contas de quantos instrumentos toca, também é desconhecida a quantidade de artistas com os quais ele trabalhou. Sem distinção de gênero musical, o percussionista já tocou com artistas eruditos e populares, desde o ícone norte-americano do blues B.B. King, passando pelo violinista francês Jean-Luc Ponty até chegar ao pernambucano DJ Dolores. Além desses, ele já colaborou com os maiores nomes da música popular brasileira, tais como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Marisa Monte e Milton Nascimento.

Os ídolos

Fã incondicional do lendário guitarrista Jimi Hendrix, Naná atribui a ele muita de sua sensibilidade musical. “Ele me mostrou que os instrumentos não têm limitação”, revela. “Eu quis fazer com o berimbau o que Hendrix fez com a guitarra, que, até hoje, mesmo com tanta tecnologia, ninguém conseguiu repetir”, acrescenta.

Além do norte-americano, Naná coleciona outro ídolo: o maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. “A música dele tem um elemento visual muito forte, pois ele consegue transportar o público para o cenário que ele quer mostrar através do som”, diz. Segundo Naná, Villa-Lobos influencia diretamente em suas criações.

Discografia


Trilhas (2006)
Chegada (2005)
Minha Lôa (2002)
Isso vai dar repercussão (2004)
No tempo da bossa nova (1997)
Storytelling (1995)
If you look far enough (1993)
Lester (1990)
Vernal equinox (1990)
Rain dance (1989)
Bush dance (1986)
Duas vozes (1984)
Zumbi (1983)
Codona vol 3 (1983)
Codona vol 2 (1982)
Codona vol 1 (1979)
Saudades (1979)
Kundalini (1978)
Sol do meio-dia (1977)
Dança das cabeças (1976)
Amazonas (1973)
Africadeus (1972)

Por Mariana Lins

by SlowMMotion * Postar um comentário 10:34 AM

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[Quinta-feira, Setembro 24, 2009]

ENTREVISTA COM MARTHA MEDEIROS

No mês passado, o Festival Recifense de Literatura me deu a chance de entrevistar uma das escritoras mais badaladas do país. Ela é autora do best seller Divã, cuja adaptação cinematográfica figura entre as maiores bilheterias de 2009. Com vocês, Martha Medeiros.

Gaúcha, publicitária e uma observadora das relações humanas. Esses são alguns dos predicados que se podem atribuir à escritora Martha Medeiros. Há 25 anos, ela reúne o talento para a literatura e as experiências do dia-a-dia para conquistar leitores no Brasil inteiro. Segundo ela, o fato de tratar de acontecimentos cotidianos, comuns a qualquer pessoa, já é ingrediente suficiente para despertar a curiosidade do público.

Crônicas

Ao longo dos anos, Martha também se consagrou pelas crônicas publicadas no jornal gaúcho Zero Hora – e logo depois em O Globo. “Eu havia recebido um convite para publicar apenas um texto, que seria filho único”, relembra, “mas as pessoas gostaram, pediram outro e assim começou minha carreira de cronista”. Fiéis, os leitores acompanham as reflexões de Martha e participam ativamente enviando comentários, para a alegria da autora. “Adoro ler o que eles me mandam, não é à toa que meu e-mail é divulgado na coluna”, diz. Os 15 anos de crônicas renderam sete livros e uma legião de leitores vorazes em todo o país.
Internet

A carreira de cronista levou Martha a se aproximar ainda mais do público, por meio da internet. A autora mantém um blog onde dá dicas de livros, filmes, shows, peças e ainda comenta sobre o que lhe chama atenção no mundo. “Para mim, é uma honra ter um espaço para escrever o que eu penso e quero que o leitor saiba que é uma via de mão dupla também, que ele pode opinar sempre”, diz. Segundo Martha, o blog é uma maneira de ter um pouco mais de aproximação com o público, mas, apesar disso, ela vê a necessidade de tomar alguns cuidados. “Fujo da intimidade excessiva, procuro preservar detalhes da minha vida pessoal”, confessa.

Rotina

Se para muitos autores a rotina da escrita demanda um ritual cheio de peculiaridades, para Martha Medeiros as coisas são bem diferentes, ou melhor, super normais. A gaúcha confessa que o momento da criação literária é tão corriqueiro quanto a linguagem de suas obras, que despontaram na lista de best-sellers no Brasil e já vislumbram os leitores estrangeiros. “Tenho o privilégio de trabalhar em casa fazendo o que amo. Até desaponto as pessoas que acham que tenho uma rotina específica porque não há nada de especial mesmo”, revela.

Divã

Em 2009, o romance Divã (Ed. Objetiva) foi adaptado para as telonas e levou o nome de Martha Medeiros para além dos pampas gaúchos. “Estou adorando a repercussão do filme, principalmente porque estou tendo a oportunidade de visitar lugares que eu nunca fui, como, por exemplo, o Recife”, diz. A autora atribui o sucesso do livro à velha propaganda do “boca a boca”. “O Divã foi lançado com pouquíssima divulgação, mas, surpreendentemente, ganhou o público carioca em pouco tempo e acho que muito disso se deve às indicações de leitura que as pessoas fizeram umas para as outras”, reflete.

A história de Mercedes – protagonista do livro – também conquistou a atriz Lília Cabral, que levou a obra de Martha Medeiros para o teatro e, logo em seguida, para o cinema. O filme já foi visto por mais de 1,5 milhão de espectadores em todo o Brasil, segundo o portal Filme B. Perguntada se ficou satisfeita com a adaptação, Martha diz que sim, mas destaca que ficou com um pé atrás com o elenco masculino. “Imagina você casada com o José Mayer, tendo um caso com Reynaldo Gianecchini e com Cauã Reymond. Que mulher teria problemas estando com eles?”, diverte-se.

Por Mariana Lins

by SlowMMotion * Postar um comentário 5:17 PM

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[Domingo, Agosto 16, 2009]


40 ANOS DE WOODSTOCK

Imagine como seria um mega evento de música, na década de 1960, com mais de 500 mil participantes, em uma época de repressão, contracultura, guerra e na qual as ideologias eram difundidas por meio da arte. Foi nesse contexto que aconteceu o maior festival de música da história: Woodstock, há exatos 40 anos.

Os jovens hippies norte-americanos tomaram a cidade de Bethel, no interior de Nova York (EUA), entre os dias 15 e 17 de agosto, para pedir o fim dos confrontos sangrentos ao redor do mundo – sobretudo os da Guerra do Vietnã – e pregar a paz entre os povos através da música. Naquele momento, a população dos Estados Unidos começava a se dar conta da carnificina promovida pelas tropas ianques em solo vietnamita. Aquela era a primeira guerra totalmente televisionada da história, cujas cenas de horror tornaram-se o aperitivo rentável e chocante dos telejornais diários do país.

Ao contrário de hoje, as notícias, na época de Woodstock, demoravam a circular o planeta. Não havia internet para difundir e reunir a opinião pública num único clique, de modo que o direcionamento e a repercussão do festival têm estreita relação com o apelo da TV em retratar a Guerra do Vietnã. Depois de assistirem às incessantes imagens veiculadas nas emissoras televisivas, os jovens começaram a cobrar o fim dos conflitos e o retorno das tropas norte-americanas.

“Faça amor, não faça guerra” foi a bandeira levantada pelos hippies que pregavam o fim da caretice, o amor livre, a tolerância de credo, gênero e raça. Artistas como Janis Joplin, Santana, Jimi Hendrix, The Who, Grateful Dead e Joe Cocker emprestaram suas vozes e acordes para levar a mensagem de toda uma geração aos mais longínquos ouvidos ao redor do planeta, nas décadas seguintes.

Números de Woodstock:

• 500 mil espectadores;
• 27 km de congestionamento para chegar no local dos shows;
• U$ 1 era o preço de um dormitório;
• 400 pessoas foram socorridas por abuso de LSD;
• 2 pessoas morreram (uma por overdose e outra por atropelamento);
• 4 abortos;
• 2 partos;
• 0 era o número de contentores de lixo e de higiene no local.

Por Mariana Lins

by SlowMMotion * Postar um comentário 11:15 PM

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[Quinta-feira, Junho 25, 2009]


CARTA A MICHAEL JACKSON

Hoje a turma lá de cima levou o homem do moonwalk para fazer um show eterno nas nuvens, talvez bem próximo da Lua. Mas, tudo bem, Michael. Pode ir tranqüilo e sossegado. Afinal, você já deu a contribuição suficiente, aqui na Terra, para deixar seu nome tatuado em nossa memória, nos discos, histórias e mitos que serão repassados às gerações futuras. Michael Jackson é um mito e, como tal, deve permanecer num patamar superior, reverenciado por todos que, de alguma forma, foram contagiados pelos mortos-vivos de Thriller ou pelo charme do encantador Smooth Criminal.

Munidos de sua voz, querido Michael, pedimos o fim do desmatamento, das guerras, da violência e, sobretudo, do desamor. Numa época em que poucos se importavam com o famoso aquecimento global e com as emissões de CO2, nós clamávamos, em uníssono, com a Earth Song pela proteção da natureza. Imploramos para o mundo cuidar do mundo em Heal the World, denunciamos com você o descaso das autoridades em They Don’t Care About Us, prestamos nossa solidariedade à indefesa Susan em Blood is on the Dancefloor. Você foi um danado, Jacko.

Imagina o que é fazer pessoas de todas as idades cantarem palavra por palavra de Beat it com cara de mau, por quase 30 anos! Ah, Michael... e aquele show de basquete que seu xará gigantesco Jordan deu em você pequenino no clipe de Jam? Memorável mesmo. Mas sabe o que é antológico pra mim? Sua performance de Bad mostrando que eles acham que o céu é o limite. Será, meu querido? Uma coisa é certa: após conquistar a Terra inteira, o lance agora é ganhar o céu, o ar, o fogo e todos os elementos que estejam ao seu alcance. Limites? Ah, eles não existem, Jacko. Quem ousaria impô-los ao Rei?

Quem é King of Pop nunca perde a majestade, meu caro. Seu trono não comporta ninguém, além de você. E é um trono transcendental, viu? Vale para o plano terreno e para todos os outros também. Se algum dia você se olhar no espelho divino e achar que está vendo um Man in the Mirror sem súditos, pode mandar ver naquele moonwalk, que logo você perceberá que You are not Alone. E não pare... Não pare até estar totalmente satisfeito e rodeado daqueles que não cansam de te prestigiar.

The Way You Make Me Feel? Ah, essa é fácil responder. You Rock My World, cara! Black or White ou vermelho ou verde, você é Invincible, Unbreakable. O reino de Neverland talvez nunca tenha te compreendido bem, mas eu não tenho a menor dúvida de que a fada Sininho esteja ao seu lado agora e que o Peter Pan esteja te recrutando para se juntar a ele no mundo dos que nunca crescem e NUNCA morrem.

Love,

Mariana Lins

by SlowMMotion * Postar um comentário 11:24 PM

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[Quarta-feira, Junho 24, 2009]

ROSANA MULTIMÍDIA HERMANN

Para obter minha nota na cadeira de Técnicas de Reportagem, fui incumbida de ir atrás de um personagem interessante e, claro, com "relevância jornalística", segundo as palavras do meu professor. Após pensar muito, recorri a ninguém menos que Rosana Hermann, que gentilmente respondeu todas as minhas perguntas 'foqueiras' e ainda me ajudou a tirar um notão na matéria, no dia do meu aniversário. Confiram agora o ping pong que eu fiz com a diva da Web.

Bacharel em Física, mestre em Física Nuclear, jornalista, apresentadora, escritora, blogueira. Ufa! Definir Rosana Hermann, 51, é quase impossível, visto o grande número de habilidades colecionadas por ela, que impulsionada pela lei da comunicação em massa, largou a carreira de cientista para se aventurar no jornalismo.

A cinemática do meio televisivo levou Hermann a trabalhar nas principais emissoras do País, como roteirista e criadora de atrações campeãs de audiência. Atualmente, ela acumula as funções de ombudsman do programa A Noite é Uma Criança, na Band, e de diretora de criação da mesma emissora. A verve humorística foi determinante para garantir o sucesso dos textos de Rosana na TV e no universo paralelo da internet.

Viciada nas tendências da rede, ela mantém o blog Querido Leitor, desde 2000, cujo número de acessos já beira os 10 milhões. Recentemente, o site venceu um concurso promovido pela TV alemã Deutsche Welle, na categoria melhor blog em língua portuguesa. No último dia 1º de junho, Rosana embarcou para a cidade de Bönn, na Alemanha, onde recebeu o prêmio.

Você mantém um blog há quase 10 anos e é a prova viva de que o formato não é perecível, ao contrário das novidades virtuais que desaparecem com a mesma facilidade com a qual surgiram. A audiência do Querido Leitor é enorme e o público bastante fiel. A que você atribui todo esse sucesso?

Quando o Querido Leitor foi criado, existiam poucos blogs. As opções eram poucas para o leitor. Além disso, nesse período, eu trabalhei na TV, no vídeo e isso chama sempre mais visitas. Hoje, acho que a comunidade do QL se deve mais por causa da longevidade do blog e das atualizações constantes.

Você é adepta de inúmeros recursos virtuais, que permitem aproximá-la ainda mais dos seus leitores, seguidores, enfim. Eles acompanham seus passos, seus humores, suas reflexões. Isso já causou algum tipo de situação invasiva?

Em alguns momentos já causou problemas. Mas isso passou. Há alguns anos, modero os comentários do blog para evitar qualquer coisa de errada.

Com relação aos trabalhos na TV, pode-se afirmar que, de longe, seu forte, é a criação. Durante os quatro anos em que foi roteirista do Pânico na TV, você buscou o aporte da internet para compor o programa, que emplacou um formato de humor diferente na televisão brasileira. De que maneira o convívio com seus queridos leitores, virtualmente, contribuiu e continua a contribuir com o seu processo criativo e com sua verve humorística?

Os leitores são mais que leitores, são colaboradores, são sócios do blog. Muita gente manda boas sugestões, comentários interessantes. Hoje, acho que fazemos o blog juntos. No meu caso particular, gosto de buscar novidades e de fazer pesquisas. Quanto ao lado cômico, sempre tive isso. Acho que é uma coisa da personalidade de cada um mesmo. Até quando eu fazia Física na USP (Universidade de São Paulo) eu era a autora dos sambas de humor.

Você e o apresentador Marcelo Tas são dois grandes fenômenos do Twitter, no Brasil, com postagens freqüentes e milhares de seguidores. Como rede social, o Twitter tem agregado conteúdo informativo e muito lixo virtual também. Afinal de contas, qual é, na sua opinião, a grande função do microblog?

O Twitter é lazer e diversão, antes de qualquer coisa. A informação também está presente, mas cada vez menos. As pessoas querem se relacionar, conversar, brincar. Hoje eu vejo o Twitter como uma grande brincadeira.

Você seria capaz de enumerar três bons motivos para se ingressar numa rede social e outros três para jamais entrar em uma?

Bons motivos para entrar são: expressão pessoal, ajuda mutua, compartilhamento de informação. Bons motivos para sair são: patrulhamento pessoal, fofocas e maledicências e infantilização.

Já que falamos no Marcelo Tas, existe alguma chance de termos Rosana Hermann no time do CQC (programa da Band comandado por Tas)? Em dezembro de 2008, surgiram rumores sobre uma eventual parceria entre você e os rapazes.

Muita gente pergunta sobre isso, mas nunca existiu um convite. O programa é um formato vencedor, que existe há muitos anos, em muitos países. E em time que está ganhando não se mexe!

Para finalizar, assim como outros quase 15 mil followers, eu tenho acompanhado seu passos e sei que você está envolvida com alguns projetos. Você pode nos adiantar algo? Um novo programa? Novo livro?

Eu estou envolvida no projeto de um livro, sim. Pode deixar que vou contar no Twitter!

Por Mariana Lins

by SlowMMotion * Postar um comentário 7:53 PM

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[Sábado, Abril 04, 2009]

DA TV AO TEATRO, ENTRA EM CENA STELLA MARIS

Tive a oportunidade de entrevistar minha ex-professora de Telejornalismo, Stella Maris Saldanha, para mais um 'perfil', a exemplo do que foi feito com Eugene Hütz, no último post. Stella é figura conhecida da cena teatral e televisiva de Pernambuco, acumula 12 peças no currículo e já passou pelas principais emissoras locais... É uma verdadeira celebridade do Recife. Atualmente, está em cartaz com Anjos de Fogo e Gelo, espetáculo que aborda o polêmico romance entre os poetas franceses Paul Verlaine e Arthur Rimbaud. Uma produção inteiramente pernambucana e de excelente qualidade.

TUDO NÃO PASSAVA DE BRINCADEIRA

“Eu me sinto uma servidora do teatro, não consigo mais me afastar dele”, confessa Stella Maris Saldanha, que se divide entre os ofícios de jornalista, professora e atriz. “Eu me considero uma pessoa de muita sorte, pois eu só faço aquilo que gosto”, revela.

A veia cênica de Stella Maris pulsou cedo. Na adolescência, ela foi uma das responsáveis pela criação do primeiro grupo teatral do colégio onde estudava. “Tudo começou como uma grande brincadeira, com pequenas produções, mas depois eu fui levando a sério e decidi me aperfeiçoar”, recorda. Aos 16 anos, a atriz ingressou no curso de teatro oferecido pelo grupo Hermilo Borba Filho, onde estudou e fez a estréia na primeira peça profissional, um ano depois, em Pluf, O Fantasminha, cujo texto tem a alcunha de Maria Clara Machado.

TEATRO É VITAL

Encerrada a temporada de Pluft, Stella encarou o desafio de interpretar a personagem principal de Os Fuzis da Senhora Carrar, escrita pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A montagem foi eleita a melhor pelo Serviço Nacional de Teatro e rendeu a Stella o prêmio de Atriz Revelação, em 1978. Nos anos seguintes, ela participou de espetáculos como Um Grito Parado no Ar (1979), de Gianfrancesco Guarnieri, Equus (1980), de Peter Shaffer e A Resistência (1980), da escritora Maria Adelaide Amaral.

Durante a década de 1980, porém, Stella passou a dividir a paixão pelos palcos com outra atividade igualmente querida: o jornalismo. “Entrei na faculdade porque adorava escrever e queria muito trabalhar em jornal impresso”, relembra. Mas a verve comunicativa foi determinante para conduzi-la por um caminho diferente. “Acabei me envolvendo com a televisão porque eu acho que, de certa forma, isso tem a ver com minha experiência no teatro”, analisa.

JORNALISMO É COMUNICAÇÃO, TEATRO É CRIAÇÃO

Após uma sucessão de peças consagradas, a jornalista Stella Maris Saldanha se sobrepôs à atriz e acabou por forçá-la a se afastar da carreira artística. “O jornalismo foi tomando conta da minha vida, do meu tempo, até que chegou ao ponto de não conseguir levar as duas coisas”, diz. Além do trabalho jornalístico no ramo televisivo, ela aponta outros fatores que contribuíram para o jejum de 20 anos. “Houve uma queda grande na qualidade do teatro pernambucano, era difícil encontrar bons textos e, para completar, Marcus Siqueira [famoso teatrólogo do grupo Hermilo Borba Filho, que dirigiu Stella em várias montagens] faleceu”, afirma.

Os últimos trabalhos, antes do hiato de duas décadas, incluíram os espetáculos Um Deus Dormiu Lá em Casa, de Guilherme Figueiredo, e A Flor e o Fruto, de José Carlos Cavalcanti Borges, todos encenados em 1988. Na mesma época, Stella Maris teve a primeira experiência no cinema, sob a direção de Paulo Caldas (Baile Perfumado), com o curta Chá.

A atriz, porém, nunca conseguiu manter na surdina a arte de interpretar, ainda que estivesse focada prioritariamente no jornalismo. Por dois anos seguidos, em 1998 e 1999, Stella foi convidada a encarnar Maria, na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.

O RETORNO

Foi na pele da aristocrática francesa Mathilde Mauté Fleurvill, no espetáculo Anjos de Fogo e Gelo (2008), de Moisés Neto, que Stella Maris retomou a carreira artística. “Mathilde era uma mulher inteligente, culta e muito determinada”, diz. A peça, cuja direção ficou a cargo de José Francisco Filho, trata do controverso romance entre os poetas franceses Arthur Rimbaud e Paul Verlaine, na França do século 19. A imponente senhora Mathilde é esposa de Verlaine e dona de uma personalidade forte. Após poucos anos de casada, toma para si a difícil tarefa de recuperar a vida conjugal ao lado do marido, que se descobre apaixonado por Rimbaud. Além de sofrer por ser traída, ela ainda enfrenta o constrangimento da situação perante a sociedade tradicional da época.

Para incorporar a amargura da personagem, Stella conta que precisou ser solidária com a dor de Mathilde, pois só assim conseguiria defendê-la em cena. “Eu briguei muito por ela, tentando compreender todo o seu sofrimento, afinal o marido a deixou sozinha, com um filho pequeno, para viver com outro homem”, revela.

Anjos de Fogo e Gelo foi um espetáculo marcado por reestréias: a montagem reinaugurou o Teatro Barreto Júnior – fechado durante dois anos para reforma –, na zona sul do Recife, trouxe Stella Maris de volta à cena artística e resgatou os tempos de glória experimentados pelo teatro pernambucano nas décadas de 1970 e 1980. “O grande mérito da peça foi levar o público recifense ao teatro de novo, fazia tempo que nós não tínhamos um texto de qualidade, com produção 100% local”, afirma. Em janeiro de 2009, ela recebeu a indicação de melhor atriz, da Associação Produtores Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), pela personagem de Mathilde Mauté. Anjos de Fogo e Gelo arrematou os troféus de Melhor Cenário, Melhor Figurino e o prêmio Especial de Teatro Adulto.

FUTURO

Stella retorna às artes cênicas não apenas como atriz, mas também como pesquisadora. Desde o início de 2009, ela integra um projeto, ao lado dos jornalistas Alexandre Figueirôa e Cláudio Bezerra, determinado a estudar a produção dos três principais grupos teatrais do estado: Hermilo Borba Filho, Teatro Popular do Nordeste e Vivencial Diversiones. “Ele [o teatro] tem a função de deslocar, ou seja, de provocar, transgredir. Não adianta ir ao teatro e sair da mesma forma que entrou, ele precisa levar o espectador a algum tipo de questionamento e é isso que me fascina”, confessa. Segundo ela, está descartada a possibilidade de se afastar dos palcos outra vez. “O fato de não atuar tira o equilíbrio da minha vida, eu não consigo mais viver sem teatro, seja representando ou pesquisando”, conclui.

PEÇAS

1) Pluft, o fantasminha - Maria Clara Machado (1977)
2) Os Fuzis da Senhora Carrar - Bertold Brecht (1978)
3) Um Grito Parado no Ar - Gianfrancesco Guarnieri (1979)
4) Equus - Peter Shaffer (1980)
5) A Resistência - Maria Adelaide Amaral (1980)
6) O Cavalinho Azul - Maria Clara Machado (1983)
7) Aurora da minha Vida - Naum Alves de Souza - (1984)
8) A Cantora Careca - Ionesco (1985)
9) Roda Cor de Roda - Leilah Assunção (1986)
9) Um Deus Dormiu Lá em Casa - Guilherme Figueiredo (1988)
10) A Flor e o Fruto - José Carlos Cavalcanti Borges (1988)
11) Paixão de Cristo de Nova Jerusalém (1998 e 1999)
12) Anjos de Fogo e Gelo (2008)

CINEMA

Chá - Paulo Caldas (1987)

PRÊMIO E INDICAÇÃO

Atriz Revelação - Pelo espetáculo Os Fuzis da Senhora Carrar - 1978

Indicada ao Prêmio Apacepe de Melhor Atriz - Por Anjos de Fogo e Gelo - 2009


Matéria originalmente publicada em: http://www.hotlink.com.br/galeria/galeria-show.php?id=71

Por Mariana Lins


by SlowMMotion * Postar um comentário 11:55 AM

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[Segunda-feira, Março 16, 2009]


O RUSSO-FREVO DE EUGENE HÜTZ

Eu sei que, de repente, os trocentos milhões de leitores sentiram falta da continuação dos posts sobre a minha epopeia madônnica. Promessa é dívida, né? Mas eu fiquei quase dois meses sem acesso à internet, me mudei, comecei a trabalhar, enfim... Caos. No entanto, como dizem alguns filósofos, o caos é bem vindo, já que, através dele, conseguimos encontrar um ponto, no meio de tanta confusão, que nos ajude a estabilizar nossas vidas.

O fato é que eu peço a licença de vocês para postar uma matéria muito legal que tive a oportunidade de fazer, durante o carnaval deste ano, aqui em Recife. Meu entrevistado? O irreverente músico ucraniano Eugene Hütz. Para quem não sabe, Madonna mia fez uma parceria com ele no Live Earth, em 2007, ao cantarem, numa roupagem totalmente nova, a clássica La Isla Bonita. Bem, o resto eu deixo para vocês conferirem...

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Era fim de tarde e o céu começava a dar sinais de que a noite chegaria com nuvens carregadas para temperar o fervo do sábado de Zé Pereira, no palco do Festival Rec-Beat. Quem deveria comandar o show era o americano Afrika Bambaataa, considerado o pai do gênero Hip Hop, mas que, por problemas de saúde, teve a viagem ao Recife cancelada.

Na última hora, um cigano bigodudo e boa praça, cujas apresentações estavam marcadas para o domingo e para a segunda-feira, foi escalado para colocar um som “punk-rock-russo-cigano” na noite dedicada, inicialmente, ao Hip Hop. O público adorou a troca repentina.

A atração a quem foi confiado o palco do Rec-Beat atende pelo nome de Eugene Hütz e nasceu na pequena cidade de Boiarka, na Ucrânia, próximo da capital Kiev. A família dele – conhecida pela predominância de músicos – viveu uma peregrinação pelos países do Leste Europeu, em virtude do acidente nuclear de Chernobyl, em 1986. Os Hütz instalaram-se em campos de refugiados até chegarem, no início da década de 1990, aos Estados Unidos.

No final dos anos 90, Eugene se mudou para Nova York e se reuniu com amigos músicos, também imigrantes do Leste Europeu, para montar a banda Gogol Bordello. O repertório é um caldeirão de ritmos folclóricos, misturados ao punk e rock, inerentes à origem de todos os integrantes. Hütz é o vocalista, mas também compõe, toca e diverte o público com o seu jeito peculiar de dançar. “Eu não chamo de dança o que faço no palco, eu apenas toco minha música e é a ela que devo qualquer espécie de fama que eu venha a ter”, confessa, modestamente, o ucraniano.

O som eclético e diferenciado do Gogol Bordello, até hoje, não conseguiu se enquadrar num gênero específico, apesar de ser muito atribuído ao Indie. Contrariado com a tal denominação, Eugene afirmou que definir sua música é limitá-la, e isto é a última coisa que o GB pretende fazer.

MÚSICA E CINEMA

Além do trabalho com a banda, Hütz também se fez conhecido pela habilidade na mesa de som, ao agitar famosas baladas nova-iorquinas. Outro ofício exercido por ele é o de ator. Eugene acumula três filmes no currículo, sendo o último, inclusive, o resultado da primeira experiência da cantora Madonna na direção cinematográfica. “Gravamos o filme em duas ou três semanas, foi muito rápido”, revela. Foi nos bastidores do longa que a rainha do pop ouviu o trabalho de Eugene pela primeira vez. “Eu tocava enquanto nós filmávamos e houve um dia em que ela escutou e disse ‘espera aí, o que é isso? Você pode tocar isso para mim?’ e eu disse ‘claro, por que não? É minha música’”, relembra o cigano. Madonna ficou fascinada pelo som e, além de incluir o Gogol Bordello na trilha sonora do “Filth and Wisdom” (Sujos e Sábios, em português), ela também convidou Eugene para participar do show dela no Live Earth 2007, evento organizado pelo ex-presidente norte-americano Al Gore para alertar o mundo sobre o aquecimento global.

O mundo ficou perplexo com a antológica apresentação de Eugene Hütz, Sergey Ryabtsey e Madonna cantando uma versão da clássica “La Isla Bonita”, em ritmo cigano, mesclada com “Lela Pala Tute”, do GB. “Claro que o fato de ela me colocar nos holofotes foi bacana, sobretudo, para o nosso povo, que carrega um estigma ruim por onde passa, e conseguir esse destaque, sob uma ótica tão positiva, foi incrível”, confessa Hütz. Segundo ele, a parceria também inspirou e criou oportunidades de emprego para a comunidade cigana, principalmente, para os músicos.

RECONHECIMENTO

Após terem colaborado com a material girl, Eugene e o GB ganharam uma nova legião de fãs e o reconhecimento internacional. Em dezembro de 2008, quando Madonna aterrissou no Brasil com a turnê Sticky & Sweet, cujo show inclui um bloco cigano, especulou-se que a cantora voltaria a cantar com Hütz em solo tupiniquim. No entanto, por incompatibilidade de agenda, foi inviável e Eugene categórico. “Minha prioridade é e sempre será minha banda Gogol Bordello”.

Desde o ano passado, Eugene Hütz fixou residência no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. “Entrei com o pedido de visto de permanência e me concederam cinco anos, eu interpretei isso como um sinal místico de boas vindas”, sorri ele. Apesar de morar no Rio, ele não esconde a grande paixão por Pernambuco e é enfático. “O carnaval de Recife e Olinda é muito melhor do que o carioca”. Eugene visitou a terra do frevo, pela primeira vez, no ano passado, a convite do amigo DJ Dolores e se apaixonou pela cultura local. “É incrível ver milhares de pessoas cantando músicas que todos sabem. Na Ucrânia, por exemplo, esse tipo de manifestação não existe, a cultura se perdeu no tempo”, lamenta. De acordo com o músico, o Brasil é uma “mina de ouro” para os artistas, uma fonte inesgotável de cultura. “Aqui não é como em outros países nos quais a gente chega e, dentro de uma ou duas semanas, conhecemos todos os aspectos culturais e já podemos ir embora. Desde que cheguei ao Brasil, eu descubro algo novo todos os dias”, diz.

PAIXÃO POR PERNAMBUCO

As raízes da Ucrânia, ex-território da União Soviética, continuam fortes no trabalho e no estilo de vida de Eugene Hütz, mas a tristeza de ver a cultura do seu povo definhar com as guerras e a miséria é inevitável. “É claro que eu lembro de onde vim, de minhas origens, mas, honestamente, eu não sinto falta delas. Os melhores aspectos da minha cultura eu carrego no meu coração”, e acrescenta, “tenho vontade de chorar quando vejo os pernambucanos cantando, numa só voz, as canções antigas de frevo. Vocês devem se orgulhar disso, cara!”, vibra ele.

Para provar todo o amor que sente por Pernambuco, ele compôs um “russo-frevo”, batizado de “Meantime in Pernambuco”, no qual fala sobre a tradicional dança carnavalesca e, também, sobre outra paixão local: a cachaça. “A música estará no próximo álbum do Gogol Bordello, cuja gravação estamos finalizando”, adianta. Além do lançamento do novo disco, Eugene espera trazer todos os integrantes do Gogol Bordello ao Recife, no carnaval de 2010. “Por muito pouco não conseguimos vir juntos neste ano, mas eu garanto que, no próximo, vai dar tudo certo e a banda completa tocará no carnaval de Pernambuco”, promete.

Matéria originalmente publicada em: http://www.hotlink.com.br/galeria/galeria-show.php?id=70

Por Mariana Lins.

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